Futuro de territórios ocupados pela Rússia é desafio para paz na Ucrânia


A Rússia reivindica todas as áreas que ocupa agora. Isso representa cerca de 20% da Ucrânia, além de reivindicar territórios a mais, no leste do país. Por outro lado, a Ucrânia sempre afirmou que um acordo deve incluir um retorno às suas fronteiras anteriores a 2014. Mas de quais territórios estamos falando?

No sul, a península da Crimeia está sob controle russo desde que foi anexada ilegalmente em 2014. Especialistas dizem que é improvável que isso mude em um acordo.

A Criméia possui importância militar estratégica com a sua localização no mar negro, o que significa que a Rússia pode chegar facilmente ao Mediterrâneo e ao Oriente Médio. A Crimeia foi ainda uma plataforma de lançamento para a invasão da Ucrânia.

“A Rússia está pressionando os Estados Unidos, especialmente para que reconheçam a Crimeia como russa, porque é uma questão de orgulho e legado pessoal de Putin”, diz Orysia Lutsevych, chefe do Fórum Ucrânia na Chatham House, um Think Tank internacional.

Para compreender estas regiões, temos de voltar a 2014. Depois da anexação da Crimeia pela Rússia, uma guerra começou em Luhansk e Donetsk, na região conhecida como Donbass. Os separatistas, apoiados pela Rússia, capturaram partes destas regiões, declarando independência da Ucrânia.

“Há muitos ativos econômicos, conexões, rodovias e ferrovias, o que faz mais sentido ficar com todo a parte”, afirma Orysia Lutsevych.

Avançando para fevereiro de 2022, o presidente Putin ordenou a entrada de tropas em Donbass apenas alguns dias antes da invasão em grande escala da Ucrânia. Em setembro do mesmo ano, Moscou anexou as quatro regiões, reconhecendo toda a área como território russo.

“A situação humanitária, especialmente nas vilas e cidades mais pequenas perto da linha de frente, é horrível. Às vezes, as pessoas derretem neve para fazer chá”, relata Lutsevych.

Do outro lado do conflito está o território tomado pela Ucrânia. Em agosto de 2024, o país lançou um ataque surpresa na região ocidental de Kursk, na Rússia. Dezenas de milhares de russos foram evacuados da área. O presidente Zelensky confirmou na época que a sua incursão visava criar uma zona tampão para evitar ataques da Rússia pela fronteira.

“Não temos qualquer indicação de que a Rússia esteja disposta a chegar a um meio-termo, e agora que o Presidente Trump está realmente do lado da Rússia nesta questão, a Rússia não tem qualquer incentivo para fazer qualquer concessão aos ucranianos que permanecem nesses territórios. Acho que o melhor cenário seria se houvesse um acordo de que as pessoas que gostariam de sair, teriam o direito de fazê-lo”, afirma a chefe do Fórum Ucrânia.

 

 

 

 

 

 



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