ave-fantasma é resgatada ferida em hospital de Campo Grande


Um urutau, conhecido popularmente como ave-fantasma, foi resgatado ferido na tarde desta terça-feira (1º) no estacionamento do Hospital Regional de Campo Grande. A ave foi encontrada caida no chão por dois moradores de Mato Grosso do Sul que estavam como acompanhantes no local, Clóvis e Éder Jorge, que tentaram acionar a PMA (Polícia Militar Ambiental), mas não conseguiram contato.

Urutau resgatado no Hospital

De acordo com Clóvis, a ave teria sido atacada por um gavião antes de ser encontrada. Diante da situação, os resgatadores levaram o animal ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), onde receberam a orientação de encaminhá-lo ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

No local, foi confirmado que a ave-fantasma apresentava ferimentos causados pelo ataque do gavião.

O animal resgatado em Campo Grande está sob cuidados veterinários no Cras e, após recuperação, poderá ser reinserido na natureza.

Urutau: o mestre da camuflagem

O nome urutau tem origem indígena e significa “ave-fantasma”. A espécie também é chamada de urutágua, Kúa-kúa e Uruvati.

Famoso por sua capacidade de camuflagem, o urutau pode se confundir facilmente com troncos e galhos de árvores, tornando-se quase invisível na natureza.

Seu canto melancólico ecoa pelas matas, mas muitas pessoas têm dificuldade em localizá-lo, o que reforça seu apelido enigmático.

Além disso, a ave possui hábitos noturnos e pode permanecer parada no mesmo lugar por até 12 horas, tornando-se praticamente imperceptível para predadores e humanos.

Como estratégia de defesa, o urutau tem fendas especiais nas pálpebras, permitindo que observe o ambiente mesmo de olhos fechados.

Apesar de seu papel ecológico essencial, ajudando no controle de populações de insetos, o urutau ainda sofre com superstições populares.

Em algumas culturas, seu canto é erroneamente associado à má sorte, levando algumas pessoas a atacarem a ave, frequentemente com pedras, causando ferimentos e até a morte.

Além disso, sua imobilidade natural faz com que algumas pessoas confundam o urutau com um animal doente, resultando em tentativas equivocadas de resgate.



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