Anvisa atualiza regras de pesquisas clínicas; entenda as mudanças

CNN Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma atualização sobre as regras que regulam a pesquisa clínica no Brasil. As novas normas devem permitir uma maior atratividade do Brasil para investimentos nesse tipo de pesquisa.

Segundo a agência reguladora, a pesquisa clínica engloba o conjunto de estudos feitos com seres humanos, sendo que os dados gerados durante esses estudos servem para demonstrar a eficácia e a segurança de um medicamento que, durante a fase da pesquisa, é considerado um produto sob investigação.

“Os estudos clínicos são um dos pilares centrais para o registro de novos medicamentos e sua chegada ao mercado”, afirmou a agência. A proposta foi aprovada pela diretoria colegiada da Anvisa nesta quarta-feira (27).

A atualização das regras foi proposta pela própria área técnica da agência e contou com 240 contribuições durante a fase de consulta pública, sendo todas analisadas individualmente pela equipe técnica.

Mudanças

Entre as novas regras aprovadas pela Anvisa está a possibilidade de antecipar a importação dos medicamentos em investigação para pesquisa enquanto o dossiê está em análise. Esta medida tem o intuito de permitir um tempo menor entre a autorização da pesquisa pela Anvisa e o início efetivo do estudo clínico.

Outra alteração regula o uso da submissão contínua na pesquisa clínica, medida que foi utilizada durante a pandemia de Covid-19 para dar agilidade à avaliação de novos medicamentos e vacinas. Com essa regra, pesquisadores poderão apresentar dados em etapas, permitindo que a Anvisa inicie a avaliação antes da conclusão total das informações.

A proposta também estabelece que as pesquisas clínicas deverão ter uma definição mais precisa sobre as categorias de risco, fases dos estudos e requisitos técnicos. Essas classificações devem ser claras para o risco e complexidade dos ensaios clínicos e dos medicamentos experimentais.

As novas medidas também preveem a harmonização das práticas regulatórias nacionais com padrões preconizados pelo Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos para Medicamentos de Uso Humano.

Segundo a diretora Meiruze Freitas, relatora da nova resolução, a proposta tem como objetivo modernizar as normas com foco em reduzir entraves burocráticos e facilitar o desenvolvimento clínico de medicamentos, sem reduzir os parâmetros técnicos necessários para comprovação de sua segurança e eficácia.

A atualização será publicada na forma de uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) com as diretrizes e procedimentos e de uma Instrução Normativa (IN) que define a lista de autoridades estrangeiras equivalentes que poderão ser utilizadas para otimizar as análises.



Fonte do Texto

VEJA MAIS

Homem morre após ser esfaqueado em bicicletaria na zona Leste de SP

Um homem morreu após ser esfaqueado em uma bicicletaria na tarde desta quarta-feira (2), no…

Medrosa “voa” em ataque captado por projeto de preservação

Se em terra firme ela já é uma das maiores predadoras das Américas, no ar,…

Visita de Netanyahu: O que acontece se a Hungria não cumprir mandado do TPI

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, inicia nesta quinta-feira (2) uma visita de quatro dias à…