Avião que caiu em Rondonópolis não tinha caixa-preta e dificulta apuração


A aeronave monomotor que caiu na zona rural de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, não possuía gravadores de voo, os dispositivos conhecidos como “caixas-pretas”, fundamentais para o esclarecimento técnico de acidentes aéreos.

A informação foi confirmada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que apura o caso.

Foto: reprodução

O avião de matrícula PP-PSO não estava equipado com o Cockpit Voice Recorder (CVR), que grava os sons da cabine, nem com o Flight Data Recorder (FDR), que registra dados técnicos como altitude, velocidade e comandos acionados durante o voo.

Esses equipamentos não são exigidos para todas as aeronaves, conforme regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), mas sua ausência dificulta a apuração das causas da queda.

Tragédia no Morro do Gavião

O acidente aconteceu na quarta-feira, 2 de abril de 2025. A aeronave havia decolado de Primavera do Leste com destino a uma pista privada em Rondonópolis, com previsão de pouso às 8h30. Pouco antes da chegada, o avião desapareceu dos radares nas imediações da Gleba Rio Vermelho.

As buscas começaram ainda na tarde de quarta-feira, mobilizando três viaturas do Corpo de Bombeiros e um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB).

A aeronave foi localizada no final da tarde, em uma área de mata no Morro do Gavião, mas o corpo do piloto só foi encontrado na quinta-feira (3) devido à dificuldade de acesso.

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A vítima foi identificada como Flávio Geovanni Capile Rivera, de 54 anos, único ocupante da aeronave. Ele era filho da cantora Vera Capilé, que lamentou a tragédia: “É uma dor muito grande”, declarou.

O corpo foi içado com o uso de cabos e transportado por um helicóptero da FAB até o Aeroporto Marinho Franco, sendo depois encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de necropsia.

Apuração técnica

A investigação está sendo conduzida pelo Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VI), vinculado ao CENIPA, com sede em Brasília.

A conclusão do inquérito técnico não tem prazo definido e dependerá da complexidade do caso, agravada pela ausência dos gravadores de voo.

Os destroços da aeronave passarão por perícia técnica, que pode ajudar a indicar falhas estruturais ou operacionais.

O CENIPA esclarece que a investigação tem caráter preventivo, com objetivo de aprimorar a segurança do transporte aéreo, e não busca atribuir culpa ou responsabilidade judicial.



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