A inteligência artificial (IA), além de ser uma ferramenta de auxílio, também desperta medo em algumas pessoas, principalmente por representar uma ameaça ao emprego de muitos. No entanto, será que ela é realmente capaz de substituir o ser humano?
Cada vez mais presente no mercado de trabalho, a IA, embora pareça uma tecnologia recente, tem sua origem na década de 1950. Desde então, não parou de evoluir e, atualmente, desempenha um papel importante na reconfiguração do mercado de trabalho e da economia global.
Dados
De acordo com previsões do Fórum Econômico Mundial, dados conservadores indicam que 60% dos trabalhadores esperam que a IA transforme suas funções. Além disso, estima-se que 47% das profissões atuais serão automatizadas e deixarão de existir até 2030.
Apesar dessas projeções para o futuro, o mercado de trabalho já busca profissionais que dominem o uso da IA.
Facilita as tarefas
Dentro dos processos internos das empresas, a IA é essencial para revisar códigos e validar textos, funcionando como um complemento estratégico. Para os usuários, ela se tornou uma ferramenta poderosa que auxilia no aprendizado e na execução de tarefas.

Além disso, a IA pode ser aplicada em diversas áreas, como educação, saúde e serviços públicos. No entanto, como qualquer tecnologia avançada, exige profissionais qualificados para seu uso eficiente.
Um exemplo disso é Otacir Ribeiro, que decidiu se adaptar à tecnologia e fez um curso de marketing e redes sociais com IA. “Eu era um pouco avesso ao digital, mas a necessidade me motivou a buscar esse conhecimento para atuar melhor na minha área”, conta ele.
Com a capacitação, Otacir aprimorou a divulgação de seus produtos e alcançou um público mais qualificado para seu negócio.
Humano vs Tecnologia
Douglas Remonatto, professor de filosofia com conhecimento em IA, destaca que, assim como as pessoas aprendem a utilizar planilhas, é essencial que os profissionais dominem a inteligência artificial para otimizar tarefas e obter melhores resultados.

Ele ainda acrescenta que o verdadeiro risco não está na tecnologia em si, mas na falta de conhecimento sobre ela: “O único medo que se deve ter dessa ferramenta é que uma pessoa que sabe inteligência artificial pode tomar o seu emprego, caso você não saiba nada sobre inteligência artificial.”
No entanto, a questão ética também deve ser debatida. Como professor de filosofia, Douglas enfatiza que, seja na educação, na saúde ou no serviço público, a eficiência não pode ser o único critério: “Se pensarmos apenas em eficácia, poderíamos demitir todo mundo e deixar a inteligência artificial assumir. Ela pode ser mais eficiente, mas não precisamos apenas de eficiência — precisamos de humanidade.”
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