Mesmo com políticas públicas, Mato Grosso do Sul segue no topo entre os estados com maiores pontos de atenção e vulnerabilidade para o público LBGTQIA+, conforme pesquisa do Instituto Matizes.
O relatório traz diversas categorias, nas quais MS se destaca principalmente nos tópicos negativos. Conforme os dados, o estado é o único entre os 6 mais perigosos a pontuar como alto nas categorias insegurança, violações LGBTfóbicas, mortes e agressões.
Além disso, essa parcela da população sul-mato-grossense também se sente mais insegura nas relações afetivo-amorosas, familiares, trabalhistas/institucionais e patrimoniais. Para chegar a essa conclusão, a pesquisa analisou informações do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes e do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Viva/Sinan), do ano de 2023.
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MS é destaque nacional por políticas públicas para LGBTQIA+
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Mato Grosso do Sul terá espaço de atendimento e apoio a pessoas LGBT+
Nesses sistemas, são computados dados de violências interpessoais e autoprovocados, incluindo violência doméstica, sexual, tráfico de pessoas, trabalho escravo, infantil, tortura e violência homofóbica.
Os indicadores mostram, ainda, taxas elevadas de violações sofridas por pessoas trans, LGB (Lésbicas, Gays e Bissexuais), bem como violência física e sexual enfrentadas por esses grupos e o de pessoas lésbicas.
Políticas públicas para população LGBTQIA+
O relatório apresenta, também, que Mato Grosso do Sul demonstra estrutura administrativa e políticas públicas relativamente bem estabelecidas, apesar de serem altos os índices de notificação de violência.
Ainda conforme os dados, o ponto mais fraco está na falta de orçamento estruturado e transversalidade no planejamento, ou seja, mesmo com ações e estrutura, há uma fragilidade na alocação e execução de recursos.
Se comparado nacionalmente, em MS a situação está melhor que no Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina (em termos de índice geral).
Porém, o estado atrás de São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Sul, quando analisado caso a caso e classificado como “alto”.
Para ter acesso ao relatório completo, basta clicar aqui.